Discografia da Banda Tijuquera Grátis para Download

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que todos os discos da banda estão aqui para Download.

Pra quem não conhece , vale a pena emprestar os tímpanos.

Tijuquera tem três álbums lançados e uma coletânea
2006 Tijuquera Floripa Groove 2000 | 2004 | 2006 Tijuquera Floripa Groove 2000 | 2004 | 2006 (coletânea)
2006 Quem quiser, é isso aí... Tijuquera Quem quiser, é isso aí… Tijuquera
2004 Os Deuses Não São Os Homens Os Deuses Não São Os Homens
2000 Inoxsambágua Inoxsambágua
2006. Tijuquera Floripa Groove (coletânea)
 
Tijuquera Floripa Groove 2000 | 2004 | 2006
Ficha Técnica:
Remasterizado por Fernando Menezes (Estúdio Gothan - Florianópolis/SC)
Repertório / compilação: Tijuquera
Capa: Rodrigo Poeta e Márcio Costa

Design / coord. gráfica: Rodrigo Poeta.
Fotos limão: Rodrigo Poeta
Foto feijão e laranja: Carlos Rocha/V2C

 
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TOPO
 
1. Floripa Groove Drum n Bass
(Alexandre Damaria / Victor Bub / Rodrigo Poeta)
instrumental
VOLTAR
2. mentiras são pra acreditar
(Rodrigo Poeta / DaVila)
 

essa cara minha agora que desmancha
na paz do tempo, eu sou quem sou
eu quase mundo sonho muito
nossas horas correm atrás do relógio

mais um dia já virou passado
na paz do tempo revirou
rapidez, velocidade
um olhar sem fundo é só mais um disfarce

mentiras dão o tom pra quem quiser dançar
mentiras são pra acreditar
sujeira vem na maré cheia
vai de volta pro mar

VOLTAR
3. cabelos de sal
(DaVila)
 
eu já nasci tranqüilo
não venha me apressar
por favor, não me apresse não
deixa pra mim a graça,
a graça da contemplação

guarda pra si a pressa
e o ardor por qualquer ação
tomei gosto foi por seu sorriso
ao cair do sol brisa amarela
cabelos de sal lambendo a areia
um beijo lascivo em minha boca
um beijo seu

VOLTAR
4. eu direi tu
(Zé da Silva)
 

o direito a uma semana com luz
direi tu que sabes o que que é bom,
sangue de rei
tu tens as previsões de onde eu irei
e onde vou parar

repare, repare no sol
depare, depare com o sol
fazer força dói
fazer tudo dói
abrir o olho dói

vou me sentar aqui
vou imitar caubói
quero ser herói
voar e amanhã vou existir
se eu serei um caso normal

de sucesso da tua voz
sobre o meu peito
eu direi
que está tudo normal
não sentirei falta nem de uma cor

te acho linda nem sei porque
acho que é porque tu me deste
tudo que eu tenho hoje aqui
não vou deixar tu ir embora
não vou jogar tudo que eu tenho fora

sou egoísta
desenhista
ilusionista
até artista
talvez, talvez, talvez

VOLTAR
5. vista do canal
(DaVila / Rodrigo Poeta)
 

faz calor e tudo quer mudar
eu sou do verão e sou do mar
sou da brisa dessa praia
sou do fogo dessa areia
vejo o sol descer mais devagar
sei da nuvem passageira que vem

das trovoadas da estação
quanta água aqui cai
água…
aroeira vem crescer aqui
nessa terra verde

onde o mar bate em mim
eu sou ilhéu
sou da vista do canal
do litoral
sou do mar do meu brasil, meu irmão

do verão, do mar, do mar, do mar…

VOLTAR
6. o céu é mais além
(Andrey Fernandes / DaVila)
 

o céu ainda é mais além
do azul que cai nos teus olhos cor de mel

e o céu que é céu que é céu não tem
não tem não tem
o mar é céu por um momento

final-de-tarde, azul escuro mais bonito
o mar, o céu,  o mel dos olhos
são teus, são teus, são teus
a noite vai te trazer estrelas

o riso vai te deixar mais linda

VOLTAR
7. a rosa em minha mão
(Andrey Fernandes)
 

eu como
eu beijo
a rosa em minha mão
nasça tudo

folhas, rosas e capins
venho em surto
tudo a tempo tem seu fim
eu trago
eu desejo
a rosa em minha mão

estames, as pétalas
as flores, as cores, o cheiro
sempre vêm
espinhos, as vértebras,
as folhas, os lábios, o beijo

tudo vem

VOLTAR
8. camaleão
(DaVila)
 

sinto indefinida cor
eu quero a cor
a cor é do camaleão

às vezes, eu vejo a luz
não sei se é apenas um flash da ilusão
ainda não encontrei a forma padrão
a pura forma da transformação

o povo é convertido em vegetal
esperando os benefícios do maná
gente que se dá
jeito que se tem
que se vai, que se vem

pra poder viver também
gente que não tem nessa terra de ninguém
que come pedra o dia inteiro
pra depois dizer: “amém!”

eu quero é a carcaça do camaleão
para, entre os vegetais, mudar de cor

VOLTAR
9. iansã
(DaVila)
 

olha, que balaio!
corre vento, tempestade, não é brincadeira

saravá, minha mãe iansã guerreira
ela é vento que move toda ventania
ela chega, ela gira
ela vem consumar

ela é nossa rima
de repente ela vence por trás do horizonte
com seus nove raios
trovões vêm anunciar

ninguém chega a lugar algum, nenhum
oiá de Bali, balaio

VOLTAR
10. passinho
(DaVila)
 

olha o passinho que ela dá
é tão leve

olha o passinho que ela dá
meu deus
esse passo é só pra andar
no entanto, nem parece
tamanho é o charme que há

no seu jeito de pisar

VOLTAR
11. água do rio
(Andrey Fernandes / Tiago Nogueira)
 

água do rio
que veio doce
da tua boca
bem já saiu

dessa fonte
quase rouca
ondas de sol
que quebram fortes
em tuas fontes
nesse córrego de antes

tudo passa
tudo é líquido e constante
nessa fala

"que o tempo te traga a calma
que a calma te faça sentir

que o sentir te una a mim
se não sabes quem tu és
saiba que isto és tu
saiba que eu sou tu
e, sempre que pensares em mim,

serás eu, dentro de tua alma"
(márcio costa)

VOLTAR
12. amarelo-milho
(Andrey Fernandes)
 

como verde capim e asas de um louva deus
teus olhos ardem em mim como se eu fosse teu
ardem também aos loucos

um olhar inibindo o seu
um choque, um desgosto
algo que se perdeu
uma palavra solta e as outra que virão
do céu da tua boca, dessa imensidão

como amarelo milho e as espigas não
o sol que queima o trigo e pousa nesse chão
queima também teu corpo
que quer me amar
mas todo e todo gosto

a língua é quem nos dá

VOLTAR
13. meu pequeno mundo
(Rodrigo Poeta)
 

ela vem andando só
carregando uma flor na mão
uma argola de prata em cada orelha
rompe a noite o seu cantar

soltando versos pelo ar
contando seus segredos pras estrelas
vem pra me deixar com uma vontade
de lhe dar um beijo
bem no meio da sua boca linda
vou lhe trazer meu pequeno mundo

na ponta da língua
apesar de tudo, quero cantar
e ver o mar lhe banhar

VOLTAR
14. afluente
(DaVila)
 

o mundo cabe na palma da minha mão
e como o mundo é pequeno, aflito, sem proteção

cada um mil universos somos todos um de nós
o verso virou reverso eu não sou mais quem seria
desaguar no rio
ele mantém seu leito
queremos afluente

afluente perfeito
se somos volúveis pra que dissimulação
vives preso pelo medo e sabes que existe o mar
o oceano nos deslumbra falamos de imensidão
caminhado pela areia voamos na direção

desaguar no rio
ele mantém seu leito
queremos afluente
afluente perfeito

VOLTAR
15. claras palavras

(Márcio Costa / DaVila)

 

claras palavras

minha vontade de jogá-las
ditas, cantadas
não há tempo nem passo
que possam alcançá-las

o ato escrito
um livro vivo, forma de passado
perpetua nosso riso e nossa cor
mesmo o quase nada
sem efeito ainda viaja
desde a boca esfomeada do cantor

claras palavras…

VOLTAR
16. contato
(DaVila)
 

clicar a imagem
névoa do homem
sorrir sem graça
pra aquela tela

passa o vento
rápido, ligeiro
frio baixo, bem rasteiro
medido na escala byte
contato
sob a regência de um chip

e as idéias de um compacto
já gravadas em disquete
sem tato
fala-se através da tela
embora ainda menos bela

não seja um salto banal
o fato
é que se um cabo pra distância
assim plugado na inocência
não sabe que curto dá

que curto dá
querer, correr, pular, brincar
com o pé no mundo
pra vadiar

VOLTAR
17. os deuses não são os homens

(Ricardo Emanuel da Silva / DaVila)

 

os deuses não são os homens

os deuses não são os homens
palavras  são os homens
os papas são os homens
os diplomatas são os homens

e os que fazem as coisas agirem,
são deuses não são os homens!
os homens não são os deuses
os homens não são os deuses

as plantas são os deuses
as estrelas são os deuses
os peixes são os deuses
e os que fazem as coisas regredirem
são os deuses?

não.
são os homens!

VOLTAR
18. ditos
(DaVila / Tiago Nogueira)
 

dos ditos que há na terra não
não há nenhum que já declare

já lhe exprima
beleza incerta qualquer coisa singular
só lhe conhece o silêncio das retinas
atrai os loucos e os devora feito mulher

embora guarde em sua alma uma menina
o seu não sei, o que ela tem vai muito além
distante dessa minha pobre rima
dos ditos que há na terra não

não há nenhum

VOLTAR
19. só pra dançar
(DaVila)
 

dançar
por tudo que me apraz

soltar, soltar os cabelos
desejos
deixar entrar o bem do beijo
tocar a corda menos tensa
intensa, sem pressa
sem medo de amar

de reggae, de funk
de samba-reggae
só, só, só
só pra dançar

VOLTAR
20. quera +
(DaVila)
 

outdoor
propaganda na tv
nem tudo, tudo que se vê
dizendo, alardeando:
consuma, seja consumido,
não perca!

mas já está perdido
homens do futuro
que deus nos guarde desse mundo
(que deus nos livre desses juros)
quera +

quem dá mais
queira mais
tijuquera

VOLTAR
21. artêmis

(DaVila)

 

ah, eu vi
eu vi descendo, vindo deitar no mar

solta, sem intenção
nua, a filha da noite: artêmis
serena, a nos iluminar
sentado ali na beira pude imaginar
ela, leve, sobre a água

a lançar-me um olhar
ah, eu quis
quis dar-lhe um beijo
e ela se fez rogar
calma como é no céu

e assim permaneceu
eu supliquei
ela me disse então:
- meu beijo está no ar
na terra ou sobre o mar

sou o amor de todos os meus amantes

VOLTAR
2006. Quem quiser, é isso aí… Tijuquera
 
Quem quiser, é isso aí... Tijuquera
Ficha Técnica:
Produzido por Tijuquera.
Gravado no Estúdio Gothan (Florianópolis) por Fernando Menezes, na temporada 2005 de ciclones extra-tropicais da ilha de Santa Catarina (agosto/outubro).
Mixado por Carlos Trilha e Fernando Menezes.
Masterizado no Órbita Estúdio (Rio de Janeiro) por Carlos Trilha.

Capa: Rodrigo Poeta e Márcio Costa.
Fotografia / design / coordenação gráfica: Rodrigo Poeta.

 
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TOPO
 
1. mentiras são pra acreditar
(Rodrigo Poeta / DaVila)
 

essa cara minha agora que desmancha
na paz do tempo, eu sou quem sou
eu quase mundo sonho muito
nossas horas correm atrás do relógio

mais um dia já virou passado
na paz do tempo revirou
rapidez, velocidade
um olhar sem fundo é só mais um disfarce

mentiras dão o tom pra quem quiser dançar
mentiras são pra acreditar
sujeira vem na maré cheia
vai de volta pro mar

VOLTAR
2. amarelo-milho
(Andrey Fernandes)
 

como verde capim e asas de um louva deus
teus olhos ardem em mim como se eu fosse teu
ardem também aos loucos
um olhar inibindo o seu
um choque, um desgosto
algo que se perdeu

uma palavra solta e as outra que virão
do céu da tua boca, dessa imensidão
como amarelo milho e as espigas não
o sol que queima o trigo e pousa nesse chão

queima também teu corpo
que quer me amar
mas todo e todo gosto
a língua é quem nos dá

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3. camaleão
(DaVila)
 

sinto indefinida cor
eu quero a cor
a cor é do camaleão
às vezes, eu vejo a luz
não sei se é apenas um flash da ilusão

ainda não encontrei a forma padrão
a pura forma da transformação
o povo é convertido em vegetal
esperando os benefícios do maná

gente que se dá
jeito que se tem
que se vai, que se vem
pra poder viver também
gente que não tem nessa terra de ninguém

que come pedra o dia inteiro
pra depois dizer: “amém!”
eu quero é a carcaça do camaleão
para, entre os vegetais, mudar de cor

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4. navegador
(Nilinho Adriano / DaVila)
 

um navegador - ele
ele é o mar
olha, ele veio do mar
ele navega e voa leve
seu canto é quanto ele nos conta

não cabe em si tanta lembrança
a proa aponta pras estrelas
um menino na borda do barco esperava
e o menino esperava a sereia cantar
cantou ! e o menino se foi, virou…

tava na beira da praia
vendo o que a maré fazia
quando eu ia, ela voltava
mas, quando eu voltava, ela ía…

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5. vista do canal
(DaVila / Rodrigo Poeta)
 

faz calor e tudo quer mudar

eu sou do verão e sou do mar
sou da brisa dessa praia
sou do fogo dessa areia
vejo o sol descer mais devagar
sei da nuvem passageira que vem
das trovoadas da estação

quanta água aqui cai
água…
aroeira vem crescer aqui
nessa terra verde
onde o mar bate em mim
eu sou ilhéu

sou da vista do canal
do litoral
sou do mar do meu brasil, meu irmão
do verão, do mar, do mar, do mar…

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6. meu pequeno mundo

(Rodrigo Poeta)

 

ela vem andando só
carregando uma flor na mão

uma argola de prata em cada orelha
rompe a noite o seu cantar
soltando versos pelo ar
contando seus segredos pras estrelas
vem pra me deixar com uma vontade
de lhe dar um beijo

bem no meio da sua boca linda
vou lhe trazer meu pequeno mundo
na ponta da língua
apesar de tudo, quero cantar
e ver o mar lhe banhar

VOLTAR
7. artêmis
(DaVila)
 

ah, eu vi
eu vi descendo, vindo deitar no mar
solta, sem intenção
nua, a filha da noite: artêmis
serena, a nos iluminar

sentado ali na beira pude imaginar
ela, leve, sobre a água
a lançar-me um olhar
ah, eu quis
quis dar-lhe um beijo

e ela se fez rogar
calma como é no céu
e assim permaneceu
eu supliquei
ela me disse então:

- meu beijo está no ar
na terra ou sobre o mar
sou o amor de todos os meus amantes

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8. vem meu bem
(DaVila)
 

eu sou mais eu e você juntinhos
brincando de nós dois

agora, eu sou mais eu e você
e o resto vem depois
vem, meu bem
vem me dizer amor
na língua do calor
me abraça mais

vem, meu bem
vem dizer que sou
eu sou o seu amor
nossa luz, agora, muito mais acesa
clareza pra viver
alegria esteja, agora, sobre a mesa

nessa nova combinação
quero o que você quiser
quero o que você quer
quero lhe dizer, amor:

vamos nos agradar

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9. iansã
(DaVila)
 

olha, que balaio!
corre vento, tempestade, não é brincadeira
saravá, minha mãe iansã guerreira

ela é vento que move toda ventania
ela chega, ela gira
ela vem consumar
ela é nossa rima
de repente ela vence por trás do horizonte

com seus nove raios
trovões vêm anunciar
ninguém chega a lugar algum, nenhum
oiá de Bali, balaio

VOLTAR
10. só pra dançar
(DaVila)
 

dançar
por tudo que me apraz
soltar, soltar os cabelos
desejos

deixar entrar o bem do beijo
tocar a corda menos tensa
intensa, sem pressa
sem medo de amar
de reggae, de funk
de samba-reggae

só, só, só
só pra dançar

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11. água tá clara

(DaVila)

 

água ta clara, o sol queimando fogo
sempre o fera na minha jogada – a praia

o canal da barra, na cheia da maré
dá na lagoa – espelho da minha alma
um boi sobre a mata
sobre a água dessa ilha

que eu nem sei
se é ainda a nossa cara
se a antiga desterro se foi
se hoje é carro onde era boi
se hoje é barro onde era água

e, no lugar de um “bom dia!”,
de um “oi!”: “quanto custa?”
“quanto foi?”
ao menos ainda nos resta esse mar d´água
senhora dos navegantes

abençoai cada resistente
segue o rumo, vai canoa
segura, força
na mão o leme

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2004. Os Deuses Não São Os Homens
 
Os Deuses Não São Os Homens
Ficha Técnica:

Produzido por Carlos Trilha.
Gravado, mixado e masterizado por Carlos Triilha de agosto a outubro/2003 no Estúdio Órbita (Rio de Janeiro).
Assistente de gravação: Heitor Bittencourt
Edição digital: Heitor Bittencourt e Fernando Morello.
Capa: Rodrigo Poeta e Márcio Costa

Design: Rodrigo Poeta
Fotos: Carlos Rocha / V2C

 
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TOPO
 
1. afluente
(DaVila)
 

o mundo cabe na palma da minha mão
e como o mundo é pequeno, aflito, sem proteção
cada um mil universos somos todos um de nós
o verso virou reverso eu não sou mais quem seria

desaguar no rio
ele mantém seu leito
queremos afluente
afluente perfeito
se somos volúveis pra que dissimulação

vives preso pelo medo e sabes que existe o mar
o oceano nos deslumbra falamos de imensidão
caminhado pela areia voamos na direção
desaguar no rio
ele mantém seu leito

queremos afluente
afluente perfeito

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2. eu direi tu
(Zé da Silva)
 

o direito a uma semana com luz
direi tu que sabes o que que é bom,
sangue de rei

tu tens as previsões de onde eu irei
e onde vou parar
repare, repare no sol
depare, depare com o sol
fazer força dói

fazer tudo dói
abrir o olho dói
vou me sentar aqui
vou imitar caubói
quero ser herói

voar e amanhã vou existir
se eu serei um caso normal
de sucesso da tua voz
sobre o meu peito
eu direi

que está tudo normal
não sentirei falta nem de uma cor
te acho linda nem sei porque
acho que é porque tu me deste

tudo que eu tenho hoje aqui
não vou deixar tu ir embora
não vou jogar tudo que eu tenho fora
sou egoísta
desenhista

ilusionista
até artista
talvez, talvez, talvez

VOLTAR
3. quera +
(DaVila)
 

outdoor
propaganda na tv
nem tudo, tudo que se vê

dizendo, alardeando:
consuma, seja consumido,
não perca!
mas já está perdido

homens do futuro
que deus nos guarde desse mundo
(que deus nos livre desses juros)
quera +
quem dá mais

queira mais
tijuquera

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4. os deuses não são os homens
(Ricardo Emanuel da Silva / DaVila)
 

os deuses não são os homens
os deuses não são os homens

palavras  são os homens
os papas são os homens
os diplomatas são os homens
e os que fazem as coisas agirem,

são deuses não são os homens!
os homens não são os deuses
os homens não são os deuses
as plantas são os deuses

as estrelas são os deuses
os peixes são os deuses
e os que fazem as coisas regredirem
são os deuses?
não.

são os homens!

VOLTAR
 
5. Floripa Groove Drum n Bass
(Alexandre Damaria / Victor Bub / Rodrigo Poeta)
instrumental
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6. cabelos de sal
(DaVila)
 
eu já nasci tranqüilo
não venha me apressar
por favor, não me apresse não

deixa pra mim a graça,
a graça da contemplação
guarda pra si a pressa
e o ardor por qualquer ação
tomei gosto foi por seu sorriso

ao cair do sol brisa amarela
cabelos de sal lambendo a areia
um beijo lascivo em minha boca
um beijo seu

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7. o céu é mais além

(Andrey Fernandes / DaVila)

 

o céu ainda é mais além

do azul que cai nos teus olhos cor de mel
e o céu que é céu que é céu não tem
não tem não tem

o mar é céu por um momento
final-de-tarde, azul escuro mais bonito
o mar, o céu,  o mel dos olhos

são teus, são teus, são teus

a noite vai te trazer estrelas
o riso vai te deixar mais linda

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8. o cubo
(Moriel Adriano da Costa)
 

o meu compromisso
com a minha natureza
de não ser igual
nasci no meio

de milhares de pinheiros
mas eu saquei que sou uma goiabeira
na geometria desse mundo
me disseram que eu sou quadrado
mas eu sou triangular
ou, quem sabe, circular

o alecrim e o hortelã me confundem
o alecrim, o alecrim, o alecrim…

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9. palmeira
(DaVila)
 

palmeira balança ê balançou

é o sopro do vendaval
canoa no mar bordejou
rema pra praia
cabelo da moça descabelou voou
pra cima no céu

a onda no cais rebentou
sem pena, sem dó e sem troça
recado é o vento que força
leva a moça levanta a saia

leva ela e eu

VOLTAR
10. saia
(Moriel Adriano da Costa)
 

tua saia
tua saia sentada
deixa tuas pernas sem fim
eu adoro o infinito
tuas pernas se encontram

no fundo da saia
dance com águas e flores
pelo o umbigo
desrespeite mais
o meu jeito de dançar

e faça o mesmo com seu amor

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11. passinho
(DaVila)
 

olha o passinho que ela dá
é tão leve
olha o passinho que ela dá
meu deus

esse passo é só pra andar
no entanto, nem parece
tamanho é o charme que há
no seu jeito de pisar

VOLTAR
2000. Inoxsambágua
 
Inoxsambágua
Ficha Técnica:
Gravado no Estúdio The Magic Place por Renato Pimentel, de outubro a novembro de 1999 .
Mixado "Nas Nuvens"(RJ) por Vitor Farias
Masterizado no Magic Master(Rio de Janeiro) por Ricardo Garcia.
Capa: Rodrigo Poeta e Tiago Poeta.
Design: Rodrigo Poeta

Fotos: Sílvio Costa Pereira.

 
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1. água do rio
(Andrey Fernandes / Tiago Nogueira)
 

água do rio
que veio doce
da tua boca
bem já saiu
dessa fonte

quase rouca
ondas de sol
que quebram fortes
em tuas fontes
nesse córrego de antes
tudo passa

tudo é líquido e constante
nessa fala

"que o tempo te traga a calma
que a calma te faça sentir

que o sentir te una a mim
se não sabes quem tu és
saiba que isto és tu
saiba que eu sou tu
e, sempre que pensares em mim,

serás eu, dentro de tua alma"
(márcio costa)

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2. passinho
(DaVila)
 

olha o passinho que ela dá
é tão leve
olha o passinho que ela dá

meu deus
esse passo é só pra andar
no entanto, nem parece
tamanho é o charme que há

no seu jeito de pisar

VOLTAR
3. contato
(DaVila)
 

clicar a imagem
névoa do homem
sorrir sem graça
pra aquela tela
passa o vento

rápido, ligeiro
frio baixo, bem rasteiro
medido na escala byte
contato
sob a regência de um chip

e as idéias de um compacto
já gravadas em disquete
sem tato
fala-se através da tela
embora ainda menos bela

não seja um salto banal
o fato
é que se um cabo pra distância
assim plugado na inocência
não sabe que curto dá

que curto dá
querer, correr, pular, brincar
com o pé no mundo
pra vadiar

VOLTAR
4. claras palavras

(Márcio Costa / DaVila)

 

claras palavras

minha vontade de jogá-las
ditas, cantadas
não há tempo nem passo
que possam alcançá-las

o ato escrito
um livro vivo, forma de passado
perpetua nosso riso e nossa cor
mesmo o quase nada
sem efeito ainda viaja
desde a boca esfomeada do cantor

claras palavras…

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5. lestada
(DaVila)
 

hoje eu não vou sair pro mar
não quero molhar meus pés
nessas águas que insistem em me chamar
hoje eu não vou sair pro mar…

é dia de lestada, ninguém vai
e além disso, é dia de são João
são João, são João, são João

hoje, o rebojo é de leste
o mar não tá  pra peixe
eu não vou embarcar
hoje, tem fogueira na praça

meu amor, minha graça,
eu quero é vadiar

VOLTAR
6. sinhazinha
(Moriel Adriano da Costa / DaVila)
 

sinhá, sinhazinha
me empresta o teu facão

pra quebrar casal de escravos
lágrimas de barro
caveira de mamão
assustaste o meu baião
cacumbi

amanheceu em carnaval
sinhá, sinhazinha
me empresta o teu facão

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7. cabelos de sal
(DaVila)
 
eu já nasci tranqüilo
não venha me apressar

por favor, não me apresse não
deixa pra mim a graça,
a graça da contemplação
guarda pra si a pressa

e o ardor por qualquer ação
tomei gosto foi por seu sorriso
ao cair do sol brisa amarela
cabelos de sal lambendo a areia
um beijo lascivo em minha boca
um beijo seu

VOLTAR
8. ditos
(DaVila / Tiago Nogueira)
 

dos ditos que há na terra não
não há nenhum que já declare
já lhe exprima

beleza incerta qualquer coisa singular
só lhe conhece o silêncio das retinas
atrai os loucos e os devora feito mulher
embora guarde em sua alma uma menina
o seu não sei, o que ela tem vai muito além

distante dessa minha pobre rima
dos ditos que há na terra não
não há nenhum

VOLTAR
9. vai longe
(DaVila)
 

quem tem um amor vai longe

vai longe
quem qué e tem fé vai longe
vai longe
quem tem um quê de querer bem vai longe

esse teu olhar profindo vai longe
vai longe
alevanta boi malhado
alevanta devagar
vem cá meu boi

vem cá meu boi, iá iá
vem cá meu boi
amor vai longe
vai longe boi

vem cá, amor
se meu boi morrer
que será de mim?

VOLTAR
10. o aviso

(Ricardo Emanuel da Silva)

 

a penugem do limo
o tapete que pisa

a voz que avisa
da espiga da flor
que a brisa que for
lhe pisa se ela for
fortificar
ela falou que vai chegar no céu

mas que não sabe nem se vai ficar

VOLTAR
11. a rosa em minha mão
(Andrey Fernandes)
 

eu como
eu beijo
a rosa em minha mão
nasça tudo

folhas, rosas e capins
venho em surto
tudo a tempo tem seu fim
eu trago
eu desejo
a rosa em minha mão

estames, as pétalas
as flores, as cores, o cheiro
sempre vêm
espinhos, as vértebras,
as folhas, os lábios, o beijo

tudo vem

VOLTAR
12. samb’água
(DaVila / Eduardo da Costa)
 
nesse mundo enquanto eu tento
- não sei quanto nem se devo -
o que passa, passa correndo
então, eu prefiro olhar pro mar
pro puro verde dissonante

das ondas verdes do mar
pro corpo líquido crescente
das ondas verdes do mar
na areia um brilho de brilhante
onde a água vem descansar
e nada não
fará mudar a viagem

desvairada do planeta
por isso é
que eu creio nesse louco
movimento da maré
nesse mundo, nessa maré
brincadeira d’água
samb’água

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2 Comentários to “Discografia da Banda Tijuquera Grátis para Download”

  1. Renê Says:

    valeu mesmo cara,eu tava precisando ouvir algumas músicas desses caras!

  2. Renê Says:

    parabéns cara,tenho que te bajular denovo veio,conseguir baixar esses albúns sem nenhum problema e foram rapidinho,vlw mesmo meu camarada

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